Você precisa ver muitos pacientes para reconhecer uma dermatose

Ou pode ver as fotos deles. São 4.908 fotografias clínicas reais, de 388 dermatoses, e você diz o que é de cabeça antes de virar a resposta. A prática que normalmente leva anos de ambulatório, dez minutos por dia.

Gratuito e sem fins lucrativos. Não tem plano pago, não tem anúncio, e isso não vai mudar.

O problema

Reconhecer uma resposta e produzi-la são coisas diferentes

Reconhecer

É o que a múltipla escolha ativa. A alternativa certa acende no meio das outras e você sente que sabe. Essa sensação não atravessa a porta do consultório.

Evocar

É produzir a resposta do zero, sem pista nenhuma. É mais lento, é desconfortável, e dá a impressão de que você sabe menos hoje do que sabia ontem. É a única que aparece quando o paciente está na sua frente.

Por que isto existe

O olho clínico se forma por volume, e volume leva tempo

Um residente aprende a reconhecer hanseníase virchowiana depois de ver algumas. O problema é que ele pode passar meses sem ver nenhuma, e quando finalmente aparece uma, a lembrança da aula já se desfez.

Fotografia clínica resolve metade disso. Você vê cinquenta casos de uma dermatose rara numa semana, o que no ambulatório levaria anos. A outra metade é o esquecimento, e é aí que entra o espaçamento: a dermatose volta antes de você perdê-la.

O objetivo é encurtar a distância entre aprender um diagnóstico e conseguir dá-lo na frente de um paciente.

O método

Como o treino funciona

Você responde antes de ver a resposta

Não há alternativas na tela. Você produz o diagnóstico mentalmente, revela, e diz o quanto acertou. Se travar, pode pedir pista: idade e sexo, localização, tempo de evolução. O sistema conta quantas você precisou.

A foto muda a cada revisão

Cada dermatose tem dezenas de imagens no acervo, e você vê uma diferente toda vez. Isso evita que você acabe decorando uma fotografia específica, que é o problema conhecido de qualquer baralho de imagem.

O intervalo até a próxima vez é calculado

Para cada dermatose e para você, o algoritmo estima quando a lembrança está enfraquecendo e devolve a pergunta nesse ponto. Quem acerta com facilidade vê aquela dermatose cada vez menos.

Prática de recuperação e revisão espaçada estão entre as técnicas de estudo com mais evidência acumulada. Reler e grifar, que são as mais usadas, aparecem entre as de menor efeito nas mesmas revisões.

As referências estão no fim da página.

Em três passos

O que você faz

  1. Escolhe uma trilha, ou usa a fila que o sistema monta.
  2. Responde dez minutos por dia, no celular.
  3. O sistema cuida de quando cada dermatose volta.

Começar

As fotos são de pacientes reais, do acervo do Dr. Samuel Freire da Silva, que mantém o Atlas Dermatológico desde 1999. As 388 dermatoses estão classificadas pelas divisões da própria especialidade, e o conteúdo clínico passa por revisão médica antes de aparecer.

Você não precisa criar card, escolher ordem nem configurar nada para começar. Escolhe uma trilha e responde.

Começar agora388 dermatoses, 4.908 fotos.

Em que isto se apoia

As duas técnicas por trás do DermFluency são antigas e bastante estudadas: ser testado sobre o material, e espaçar as revisões ao longo de semanas. O que este projeto faz é aplicá-las a fotografia clínica.

As quatro referências abaixo sustentam o que foi afirmado nesta página.

  1. Ensaio randomizado em educação médica continuada: os médicos testados sobre o material retiveram mais a longo prazo do que os que apenas revisaram.

    Larsen DP, Butler AC, Aung WY et al. Neurology, 2015
  2. Revisão de referência sobre prática de recuperação. A vantagem de ser testado sobre reler cresce conforme o tempo passa.

    Roediger HL, Butler AC. Trends in Cognitive Sciences, 2011
  3. Espaçar as repetições altera o padrão de ativação neural entre elas, o que se associa a melhor memória episódica.

    Feng K, Zhao X, Liu J et al. The Journal of Neuroscience, 2019
  4. O agendamento usa o FSRS, algoritmo aberto e o mesmo do Anki. O código está disponível para quem quiser conferir.

    FSRS — Free Spaced Repetition Scheduler

Vale a ressalva: o que esses estudos mediram é o mecanismo, e não quanto tempo alguém leva para aprender dermatologia. Quando o projeto tiver dados próprios de retenção, eles entram aqui com os números que forem.